segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

SOBRE A VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS E OUTRAS



Desde o surgimento da sociologia, descobrimos que os tipos de sujeito e comportamentos são reproduzidos socialmente, fazem parte de um padrão, sempre. Os BRIGÕES são subproduto de uma sociedade que há muito tempo tolera e estimula todos os tipos de valentão. 
Uma sociedade que cultua as arenas, que descendem de arenas romanas, onde os gritos turbinam o frenesi, reproduzem o paradigma. Se antigamente era MATA!! MATA!! agora são ofensas e injúrias de todo tipo, a mesma coisa, só que subliminada. Até que a violência explode nua e crua.
Se antes era o imperador, agora é o dinheiro. Em nome dos interesses midiáticos-empresariais, o jogo de ontem foi retomado em total desrespeito ao ser humano.
No livro Videologias, Eugênio Bucci e a Maria Rita Kehl já denunciavam: temos uma programação de entretenimento na TV e cinema estadunidense que naturaliza a violência ao extremo, a resposta para tudo é violência. O povo delira quando a Carminha toma um tapa, a Nazaré Tedesco é empurrada na escada, a Odete toma um tiro... e todos os zilhões de exemplos de violência incessante na TV e no Cinema. Quem esqueceu Tropa de Elite? Quando o público delirou com Cap. Nascimento, deu a senha para os abusos que seriam cometidos depois, na vida real. Nós matamos o Amarildo!
E o fenômeno UFC? Onde caras já caídos continuam a apanhar e o povo delirando! Num frenesi tipo: KILL KILL KILL KILL!!!

Em uma sociedade de 200 milhões de indivíduos, devemos discutir os padrões de comportamento e as responsabilidades pela educação de sensibilidades, ao invés de dizer que um ou outro tem que pegar prisão perpétua ou pena de morte (que nunca resolveu nada).
Focar em indivíduos é o mesmo que enxugar gelo.
Devemos focar nos discursos que são reproduzidos por uma mídia que só tem compromisso com o dinheiro.
Precisamos de outra mídia para engendrar uma outra sociedade.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Debate e Intervenção artística: Os direitos Humanos no Brasil

Na semana Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), o Núcleo Construir promoverá um debate sobre os dos Direitos Humanos no Brasil. O objetivo do debate não é simplesmente resgatar momentos históricos, mas refletir sobre os impasses e desafios que ainda estão por vir para a concretização dos Direitos Humanos no Brasil. 
O evento será transmitido ao vivo pelo Coletivo Vinagrete, pode ser acompanhado pelo link: http://pt.twitcasting.tv/col_vinagrete



O debate contará com a presença:

Leonardo Boff: teólogo brasileiro, escritor, expoente da Teologia da Libertação no Brasil.

Chico Alencar: Historiador, Deputado Federal e membro da Comissão de Direitos Humanos e do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Rafael Coelho (mediador): Doutor em psicologia pela UFF. Membro da Coordenação executiva do centro de defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis. 

Na abertura da mesa haverá uma intervenção teatral da peça " O Trombone e o Fuzil "de autoria de Sylvio Costa Filho e direção de Pita Cavalcanti . A peça faz uma releitura dos tempos negros da ditadura no Brasil, e a cena começa na noite anterior a uma passeata que vai exigir das autoridades a punição dos torturadores dos "anos de chumbo" e também a criação do "Centro de Memória, Verdade e Justiça" na casa de Petrópolis onde funcionou um dos piores locais de tortura da repressão dos anos 70, a chamada “Casa da Morte.” 




quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Arte, política e educação: os caminhos para a emancipação intelectual #ocupacoreto

Neste último dia 27 de novembro, partindo das ideias do francês Jacques Rancière, a professora e mestre em filosofia, Julia Casamasso propôs uma reflexão sobre a educação, a política e a estética como caminho para o pensamento próprio. “O objetivo é foi fazer uma reflexão sobre a emancipação do Homem. A emancipação como a saída do sujeito de sua menoridade, isto é, ter a capacidade de pensar por si mesmo, independente da tutela de outra pessoa. A arte e sua relação com a política permitem ao Homem não só a reflexão acerca de sua própria vida, mas também da sociedade na qual está inserido. Assim ele desenvolve a reflexão crítica e forma um posicionamento diante da realidade que o cerca”, explica. A aula, que aconteceu no coreto da Praça da Liberdade, encerra o ciclo de 2013 do projeto #ocupacoreto.